segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Lição 6 (06-10-2009)

 

1. À imagem de Cesário Verde descreve cinematograficamente o percurso de tua casa à escola (podes fazer em verso).

 

O portão desliza,

Um passo em frente,

Nesta manhã, corre uma brisa.

O Sol nasce à minha frente.

 

O barulho do motor

Substitui o canto dos pássaros.

Entro no carro e na minha dor,

E partem os pássaros.

 

Nesta viagem curta, nada me seduz.

Infinita. Nunca mais acaba. É longa.

Mesmo que fosse á velocidade da luz,

A viagem me parecia longa.

 

Saio do carro, entro no autocarro.

Pareço um robot programado

Para agir tal como um carro:

Fazer o que está programado.

 

E mais uma vez…

 

O portão desliza,

Um passo em frente.

Nesta manhã corre uma brisa.

O Sol alto à minha frente.

 

Encontro-me na escola…

 

…as aulas começam.

 

2. Num texto entre 180 e 220 palavras comenta a frase de Cesário: “Pinto quadros por letras, por sinais.”

       Cesário pinta quadros  por letras, por sinais.

       Cesário utiliza as letras para expressar a sua visão de artista.

      Cesário Verde é muito observador. Domina as palavras para descrever o que o inspira. A tinta da caneta é como a tinta utilizada para pintar um quadro. A forma como utiliza as palavras, é a forma como um pintor utiliza a tinta. A forma como distribui as palavras, é a forma como um pintor distribui os elementos dos seus quadros. A forma como Cesário vê o mundo e o consegue descrever por palavras, é a forma como um pintor vê o mundo e o pinta.

      As tonalidades que Cesário pinta nos seus poemas, os pormenores captados pelos seus olhos, os ângulos descritos por si, as expressões e sensações transmitidas ao leitor, digo ao observador, são todos  eles captados apenas de uma forma: ao apreciar o quadro que são as suas quadras.

      Para acabar quero dizer apenas mais uma coisa, que acredito que concordem comigo: Cesário é o Picasso das letras.

      Tentem justificar o contrário.

 

3. Em cerca de 10 linhas refere o poema de Cesário de que mais gostaste. Justifica.

      “Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes/E os ângulos agudos.”

      Sim, adivinharam! O poema de que mais gostei de Cesário Verde foi “Contrariedades”. Fascina-me a forma como utiliza as palavras para descrever a revolta que sente no momento. A crítica que faz à imprensa por terem rejeitado “arte”: a sua escrita. O desejo de ser reconhecido. Enquanto isso, observa a mulher que morre lentamente em frente aos seus olhos, mas que continua viva entre os versos dos seus poemas. Tal como tudo o que vive nas suas estrofes.

Como nasci eu, blog…

 

      Eu nasci devido à fecundação do latim com o árabe (e não só, mas devido às crenças de algumas pessoas, fico-me pela monogamia). Eles são os meus avós, que geraram a minha mãe, que me gerou a mim, como é óbvio.

      Quando a minha mãe, ainda era  um feto, no meio intra-uterino, desenvolveu algumas capacidades que a permitiam sobreviver no exterior. Passado algum tempo ela nasceu , Língua Portuguesa é o seu nome. Foi uma grande alegria para todos os que testemunharam este momento, contou-me ela. Todos assistiram à sua evolução, desde as suas primeiras palavras, até às suas frases mais complexas (era como um astro pop, toda as pessoas falavam e mais tarde até apareceu em revistas, jornais, etc). Tal como todos os seres, cresceu. Passou pela fase de criança, de adolescente e de adulta, mas está longe de ser idosa!! Continua a sofrer algumas mudanças, mas quem não sofre? (Mas depois eu é que levo com as consequências, porque depois vem dizer que eu é que escrevo mal!!)

      Então, devido a este fantástico nascimento, nasci também eu. Porque sem a minha fantástica mãe não poderia expressar o que sinto, desta forma tão bela que são as letras. Teriam que estar a decifrar os meus desenhos nos cantos obscuros das cavernas e seria muito mais difícil, pois quem me escreve não está em artes por alguma razão.

 

Assinado:

O Blog

Ficha de Leitura

Título da obra: Volto para te Levar

ber-musso-volto Editora: Bertrand

Género: Romance

Ano de Edição: 2008

Ilustrador: Vera Braga

 

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Autor: Guillaume Musso

Dados biográficos do autor: Nasceu em 1974 e descobriu a literatura aos dez anos, idade em que decidiu que haveria um dia de escrever livros. Inspirado pela cidade de Nova Iorque, onde viveu 19 anos e travou conhecimento com viajantes de todo o mundo, regressou à sua França natal para estudar Ciências Económicas. É hoje um fenómeno literário. Em cinco romances, este jovem autor, já traduzido em todo o mundo, conquistou milhões de leitores e impôs um estilo original em que o suspense se mistura com a emoção.

Outras obras do autor:

* E Depois…

* Salva-me

* Porque te Amo

* Estarás Aí?

Motivos que me levaram a ler este livro: Ao ler o resumo da história fiquei fascinada e intrigada com o que um simples ser mortal poderia fazer, em 24 horas, para mudar toda a sua vida. Uma questão que levanta ainda mais questões e que nos leva a querer ler o livro, talvez para encontrar uma resposta.

Enumeração de personagens da história e referência de qual das personagens se identifica mais comigo.

* Ethan Whitaker (pai de Jessie, ama Céline, psicólogo)

* Marisa (mulher de Jimmy e mãe de Jessie)

* Jimmy (marido de Marisa e melhor amigo de Ethan)

* Jessie (filha de Marisa e Ethan)

* Céline (mulher que Ethan ama, mulher de Sébastien)

* Sébastien (marido de Céline)

* Lyzee (secretária de Ethan)

* Curtis Neville (taxista)

* Shino Mitsuki (médico/cirurgião) – personagem escolhida

* Maxine Giardino (mulher a quem Ethan deve dinheiro)

* Clã Giardino (clã contratado para matar Ethan)

* Maureen (ex-cliente de Ethan)

Shino Mitsuki, embora seja a personagem que eu tenha escolhido, não me consigo identificar nela. Na verdade, não encontrei nenhuma personagem com a qual me identificasse verdadeiramente. Mas concordo em absoluto com as ideias do médico. Mitsuki diz que “o destino não existe”, que devemos “tomar consciência dos nossos erros, sentir remorsos, aceitar a ideia de não repetir esses mesmos”. Pois tal como o cirurgião diz nada está definido, o destino somos nós que o fazemos, com as decisões que tomamos, sejam elas boas ou más. No caso de serem más, tal como Mitsuki diz, temos de aceitar os nossos erros e de seguida resolver o problema criado, e assim, aprender com eles também.

Assunto da história: A história baseia-se no que alguém faria se soubesse que tinha morrido no dia anterior e lhe tivessem sido dadas mais hipóteses para tentar mudar o destino.

Personagem favorita:

Nome: Curtis Neville

Naturalidade: Brooklyn

Profissão: taxista

Outras informações: divorciado após a morte do seu filho, de 6 anos, Johnny

Descrição física:

* raça negra

* careca

* pele lustrosa

* olho esquerdo encoberto por uma pálpebra descaída

* tatuagem em ambas as mãos, nas falanges: L.O.V.E. e F.A.T.E.

Descrição psicológica:

* simpático - “o táxi driver falava com doçura”

* “inspira confiança”

* idealista: defende que a vida tem o destino traçado, nada poderemos fazer para o alterar

*desgostoso: devido à morte do filho “Com a morte do meu filho senti uma dor indescritível e quando a minha mulher me deixou (…) senti-me, várias vezes, tentado a morrer”

* iludido: Tem ideias que ele próprio criou após a morte do filho como escudo, devido ao grande desgosto, e fixa-se nelas.

*conformista: acredita que tudo acontece devido ao destino e não põe em questão os acontecimentos, se poderiam ter acontecido doutra forma, e nada faz para o tentar mudar.

Simbologia:

Curtis Neville aparece como um anjo da guarda de Ethan. Tal como o taxista defende, não conseguimos fugir ao destino, a missão dele é levar o psicólogo ao seu destino. Curtis guia Ethan durante toda a história, embora este pareça não perceber qual a  importância que tem este homem, que parece “persegui-lo” todos os dias, para a sua vida. Ethan tenta variadas vezes lutar contra o destino, embora Neville o tenha avisado que ele estava a “travar uma guerra que nunca ninguém venceu”. No final Ethan acaba por perceber que o taxista tinha razão.

Resumo da história: Ethan Whitaker é um famoso psicólogo, mas para o conseguir abandonou tudo e todos os que amava. Após isso teve o que sempre desejou: dinheiro e fama. Após 15 anos tudo parece correr-lhe bem na sua carreira, mas apenas isso, pois a sua vida está um caos: desde álcool, a drogas, até ao jogo. Um dia Ethan acorda sem memória: não se lembra o que fez a noite passada, quem é a mulher na sua cama, porque está o seu carro destruído. O psicólogo tenta esquecer todos estes acontecimentos estranhos e tenta ir trabalhar, mas o dia mostra-se ainda mais estranho. Sinais. Sinais que ignora e que acabam por levar à sua morte. Sonho? Não. O psicólogo volta a viver o mesmo dia, vezes sem conta, na esperança de conseguir alterar o seu destino.

Duas frases marcantes:

     * “É estranho. Está a viver o pior de todos os seus dias e certamente não estará longe da morte, e no entanto…

      No entanto, nesse preciso instante, por mais incrível que possa parecer, sente-se mais vivo que nunca.”CAPÍTULO 9: CHINATOWN. Esta frase faz-nos pensar em como, no preciso momento, em que nos apercebemos que podemos deixar de fazer parte deste mundo, a vida é o mais importante para nós. Finalmente sentimos que estamos vivos, porque estamos quase a morrer. Isto não se aplica apenas na vida e na morte, aplica-se ao amor, à felicidade, a todas as coisas que não damos importância até experienciarmos o terrível oposto.

      * (Após Céline saber que morria devido à sua gravidez, dois meses depois do implante de coração, coração esse de Ethan)

      “Ele [médico] fala, mas eu já não o oiço.

      Estou noutro lugar.

      Com Ethan.

      E com Ethan,

      sou imortal.”CAPÍTULO 36: VIVER EM BRASA.

      Não preciso de dizer muito acerca desta frase, pois ela fala por si só. A força que o amor tem é indescritível. Faz com que Céline se sinta imortal com Ethan. Graças a Ethan, o corpo de Céline morre feliz e em paz, mas ela viverá eternamente com ele, pois o seu amor é eterno.

Selecção de 5 palavras que desconhecia:

* lucubração - trabalho intelectual (em horas que, após um trabalho manual, se deviam dedicar ao repouso); meditação

* lampejo - clarão momentâneo; reflexo fraco; luz bruxuleante; manifestação viva (de um sentimento)

* pórtico - espaço coberto cuja abóbada é sustentada por colunas e que serve de entrada ou vestíbulo; porta monumental

* borrasca - ventania súbita acompanhada de aguaceiro; tempo calamitoso; acesso de ira; tormentos; inquietações

* lassitude - qualidade de lasso; cansaço; fadiga; tédio

OBS: As palavras sublinhadas são as que se adaptam ao contexto da frase.

Principais características do discurso:

* Acções situadas no tempo e no espaço - “Manhattan. Sábado, 31 de Ouutubro de 2007. 7h59 min. 57 s.”

* Tempo fragmentado, descontínuo - “Duas semanas antes.”

* Tempo suspenso na memória – “Na cabeça da Jessie. Entre a vida…e a morte”

* Linguagem descritiva, informativa e emotiva – Descritiva: “Claire tirou da cabeça a touca usada na operação, deixando ver umas quantas madeixas de cabelo encharcadas em suor.” Informativa: “…milhares de motoristas de táxi iniciaram hoje em Manhattan uma paragem de quarenta e oito horas a fim de protestarem contra a intenção municipal de tornar obrigatório o uso de monitores de GPS e de terminais de Multibanco.” Emotiva: “Nunca me poderei curar deste amor. Tomaste conta da minha luz, do meu vigor, da minha confiança.”

* Em prosa

Capítulo favorito

Capítulo: 9 – Chinatown

Personagem principal: Ethan Whitaker

Outras personagens: Shino Mitsuki, Maxine Giardino, clã Giardino

Onde se passa: Manhattan, Chinatown; Manhattan, Central Park; Manhattan, num apartamento de luxo em Rockefeller Center

Quando se passa: Sábado, 31 de Outubro; Sábado, 17 de Outubro

Acontecimentos principais:

* Descrição do doutor Shino Mitsuki

* Perseguição do clã Giardino a Ethan

* Ethan perde 2 milhões de dólares, a jogar póker contra Maxine Giardino

* Clã espanca Ethan

* Whitaker corre por Chinatown para salvar a sua vida

Porque gostei mais deste capitulo: O capítulo inicia-se com uma descrição de uma personagem bastante calma e muito tranquila, doutor Mitsuki. Passa então para uma terrível perseguição a Ethan por parte do clã Giardino, pois o psicólogo tinha uma divida de 2 milhões de dólares a Maxine Giardino, após um jogo de póker. Esta grande mudança destaca mais uma vez em como o estilo deste escritor é único. Quando o clã Giardino apanha Ethan espancam-no na esperança de que ele lhes pague o que deve, mas Whitaker não possui tanto dinheiro no momento. Pede-lhes duas semanas e eles concordam, mas com uma condição: duas semanas, dois dedos cortados. O suspense aumenta cada vez mais. E à medida que avançamos no capítulo, avança também Ethan por Chinatown lutando pela sua vida. Quando se encontra à beira da morte o psicólogo da América, como lhe chamam, sente-se pela primeira vez vivo. Nada do que quis durante a vida lhe deu esta capacidade de sentir o seu coração bombear vida. Sapatos Prada, almoços em restaurantes de luxo, fama, nada. Apenas aquele momento em que se vê a morrer se sente vivo. É algo fantástico pois as pessoas são assim. Quando sentem que podem perder algo é que lhe dão o devido valor. Às vezes é tarde demais.

Gostei deste livro porque…

…me fez pensar imenso no que eu faria se soubesse que ia morrer, e tivesse a oportunidade de mudar esse destino. Fez-me pensar em como na vida nada está garantido, nem a própria vida. Devemos viver sempre como se fosse hoje o dia em que podemos alterar um destino fatal, como este: a morte.

 

sábado, 5 de dezembro de 2009

Diálogo com Pessoa

         - Sabemos, apenas, que somos felizes quando temos conhecimento disso, mas racionalizar a felicidade é torná-la infeliz, pois a felicidade só é feliz se pensarmos com o coração e não com a cabeça. Mas para sabermos se somos felizes temos que ter passado já pela felicidade, senão não sabemos como ela é, e então como é que conseguimos dizer que somos felizes?

           - Que confusão! Já me dói a cabeça!
 

          - Vês? Já não estás feliz...Pensar nas coisas, torná-las racionais, torna as coisas tristes, é isso que estou a tentar dizer.
 

          - Então para ti pensar é criar uma dor em nós? Como a da minha cabeça?

          - Sim. É isso, sim. Podes precisar de ter conhecimento da felicidade, pensar nos bons momentos que já tiveste, pois só assim sabes se és feliz, mas quando sentires uma coisa que te faz sentir muito bem, não penses...Sente…E só depois tenta perceber se foste feliz. Porque os bons momentos nunca são feitos de lógica e de racionalidade. Pelo, contrário, são feitos do que sentimos, pelo que não é lógico. Já pensaste nisso, Paula?

           - Pois é Pessoa, tens razão. Obrigada por me fazeres pensar, agora vou ser feliz.

Lágrimas de Chuva

          Era a deusa mais bonita dos céus. Longos fios de cabelo lisos e castanhos, os seus olhos verdes hipnotizavam todos à sua passagem, uma silhueta com contornos mais perfeitos que uma escultura, mas porém nunca ninguém vira o seu sorriso. Chuva, ela se chamava, mas nunca vertera uma gota. Pensava-se que esta bela deusa não tinha emoções. Nunca se vira um sorriso ou uma lágrima. Uma gargalhada ou um choro. Um riso ou um simples pingo cair dos seus olhos rasgados. Chuva era como um dia de nevoeiro, onde nem Sol nem água se vêem. Apenas nuvens. Apenas uma nuvem. Sem emoção, sem razão, sem destino, sem vontade, sem nada, sem si. E foi naquele momento. Não vi um sorriso na sua cara, mas vi uns pequenos raios saírem por entre aquela neblina que a envolvia. Pequenos raios que nunca imaginara existirem em Chuva. Aquele momento onde uma simples brisa a acariciou.                                                                                                                                       
  Uma brisa de nome Vento. Chuva ouviu este nome e nunca mais o esqueceu. Lentamente assisti à sua metamorfose, como que de uma transformação de larva em borboleta eu estivesse a presenciar. O nevoeiro que protegia Chuva de todo o resto do mundo começou a evaporar dando lugar a um brilho hipnotizante como os seus olhos. Via-se agora uma Chuva ardente como o sol, brilhante, a raiar felicidade....sorridente. Como nunca antes visto. Ela era uma deusa linda, ele, um desconhecido para todo o reino, mas que trouxera a felicidade aos braços de Chuva. Mas o brilho, que o amor deles fazia espalhar, depressa se transformou numa grande, forte e assustadora explosão!!
                                                                                 
Era Trovão, pai de chuva e imperador dos céus. Vento era um desconhecido, a sua filha jamais se poderia apaixonar por um plebeu como este, com os seus caracóis desgrenhados e roupas rasgadas. Chuva era noiva de Arco, um jovem forte, elegante, cheio de vida e cor, um deus ao nível do coração da sua filha, julgava Trovão. Rapidamente o sorriso, nunca antes visto, de Chuva desapareceu. Não havia mais sol em Chuva, mas sim tristeza. A deusa, que se julgava não ter emoções chorou durante noites e dias, dias e noites, noidias e diates.
 





         

          Arco é um deus vindo de uma família muito importante, a família Íris, mas o seu dinheiro não fazia Chuva raiar de novo. Não!! Apenas uma pessoa o podia fazer. Um jovem com os seus caracóis desgrenhados e roupas rasgadas. Um simples plebeu. Uma simples brisa. Uma brisa que não se vê mas sente-se...Amor. Apenas Vento o podia fazer. Mas Trovão nunca permitiu isso. Então naquele reino nunca mais se viu o brilho de Chuva. Apenas lágrimas. Lágrimas de Chuva.
 



O Meu Mundo

    Podem encontrar o texto que se segue no manual de Português do ano lectivo 2009/2010, pág. 23. Faço questão de referir onde o podem encontrar pois, para mim, é um texto que todos devem ler, porque inspira uma grande vontade de vaguear pelos vários caminhos da nossa cabeça e fazer como o autor...sonhar...



“Eu nunca fiz senão sonhar”


     “Eu nunca fiz senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da minha vida. Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior. As maiores dores da minha vida esbatem-se-me quando, abrindo a janela para dentro de mim, pude esquecer-me na visão do seu movimento. 

    Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Tudo o que não é meu, por baixo que seja, teve sempre poesia para mim. Nunca amei senão coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem podia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minhas próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraiu, e os aquedutos que se esfumam – quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de um sonho em relação às outras partes da paisagem – uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar. A minha mania de criar um mundo falso acompanha-me ainda, e só na minha morte me abandonará. [...]
    Em mim o que há de primordial é o hábito e o jeito de sonhar. As circunstâncias da minha vida, desde criança sozinho e calmo, outras forças talvez, amoldando-me de longe, por hereditariedades obscuras a seu sinistro corte, fizeram do meu espírito uma constante corrente de devaneios. Tudo o que sou está nisto, e mesmo aquilo que em mim mais parece longe de destacar o sonhador, pertence sem escrúpulo à alma de quem só sonha, elevada ela ao seu maior grau.
     Quero, para meu próprio gosto de analisar-me, ir, à medida que a isso me ajeite, ir pondo em palavras processos mentais que em mim são um só, esse, o de uma vida devotada ao sonho, de uma alma educada só em sonhar. [...]
     Porque eu não só sou um sonhador, mas sou um sonhador exclusivamente. O hábito único de sonhar deu-me uma extraordinária nitidez de visão interior. Não só vejo com espantoso e às vezes perturbante relevo as figuras e os décors dos meus sonhos, mas com igual relevo vejo as minhas ideias abstractas, os meus sentimentos humanos – o que deles me resta -, os meus secretos impulsos, as minhas atitudes psíquicas diante de mim próprio. Afirmo que as minhas próprias ideias abstractas, eu as vejo em mim, eu com uma interior visão do real as vejo num espaço interno. E assim os meus meandros são-me visíveis nos seus mínimos.
     Por isso, conheço-me inteiramente, e, através de conhecer-me inteiramente, conheço inteiramente a humanidade toda.”


Bernardo Soares, op. cit.



Este fantástico texto inspirou-me a escrever umas palavras que há muito se prendem dentro de mim:


O Meu Mundo 




     O autor vive no seu próprio mundo, tal como eu vivo no meu. Vejo o vosso mundo e nada me seduz, aliás posso dizer que me repugna. Prefiro sonhar. Fechar os olhos e sonhar, abrir os olhos e continuar a sonhar. Fecho os portões que vão dar ao meu mundo, quando os virem façam um desvio por favor. Não quero vírus no meu mundo. No meu mundo perfeito. Perfeito? Sim...porque é tal como eu quero que seja. Estou só, sinto paz. Paz que não consigo ter junto de vocês, “pessoas”. O cinismo, a inveja, a arrogância, o altivez...o estereótipo, o preconceito, o julgamento...o pensar: “Quero ser como ‘ele’, mas não consigo... Tenho de destruí-lo!!!!”
     Ainda bem que sonho. Se não sonhasse teria morrido convosco. Estaria juntamente convosco no vosso cemitério. Um cemitério de “pessoas” que outrora foram humanos, ou não. Ainda bem que sonho. Sonho e estou no meu mundo, onde estou só, onde me sinto feliz, porque ainda me sinto humana.
     Sinto-me feliz e não finjo ser feliz. Diz-vos alguma coisa?
    Por isso, por favor, comecem a sonhar...Não finjam mais e admitam que perderam a capacidade de sonhar e sorrir. Criem o vosso mundo e sejam felizes, porque a felicidade não se constrói com a miséria dos outros, pelo menos a duradoura. A felicidade constrói-se com a capacidade de sonhar, de ver o que é belo e saber admirá-lo. Admirem o mundo...

Lição 9 (16-10-2009)

Trabalho de Casa

1) Comentário ao texto da pág.89 "Gosto de Palavrar..."


Eu Também Gosto de Palavrar...



     As saudades de abrir um livro pela primeira vez, lê-lo e desfrutar de todo aquele leque de sensações e emoções...como percebo o autor. Ainda me lembro da satisfação que tinha ao ler um livro, qualquer livro, um livro banal. Toda a minha pessoa era permeável às palavras, o meu intelectual ‘engolia’ sofregamente cada letra presente. Agora essa acção tornou-se banal em mim...apenas em alguns casos. Não sou capaz de ficar indiferente a textos como este, que despertam em mim, não só o entusiasmo de uma criança, de novo, mas também o sofrimento de uma perda e a alegria de um amor.
     Tudo tem um sabor diferente à medida que crescemos, também a leitura. Esta pode tornar-se banal por sermos bombardeados constantemente com cartazes de publicidade, avisos nas portas, placas de indicações no trânsito, mas quando lemos um bom livro, um bom texto, ou apenas uma boa frase, o nosso ‘orgasmo intelectual e emocional' é cada vez melhor. Talvez porque nos identificamos com algo presente no texto, ou porque corresponde a uma realidade que, apesar de longe, nos ‘toca’. Não interessa porquê! O importante é que a experiência é cada vez mais saborosa, pois, com o passar dos anos, é cada vez mais fácil descortinar os mil e um sentidos de uma palavra e perceber que, de um texto, podemos tirar várias conclusões. Não são só as pessoas que têm mil e uma caras, os textos também as têm.
     Com todo este ‘palavrar’ não sei se ficou clara a minha opinião em relação a este texto, por isso pretendo esclarecer, aqui, brevemente o que penso: um texto fantástico que merece mais do que ser uma impressão num manual ou uma página virada como todas as outras. Merece ser um texto lido por várias pessoas, lido várias vezes por essas várias pessoas, e merece ser pensado e analisado várias vezes nas várias leituras das várias pessoas.


2) Texto sobre "Memórias de Infância"




Os Heróis São Uma Real Imaginação



     Era um tempo diferente...mas esse tempo foi a testemunha do meu crescimento. Aprendi que os heróis somos nós que os criamos. Estão à nossa frente, mas apenas o seu corpo é real, tudo o resto existe apenas no nosso pequeno mundo chamado imaginação. A coragem, a preocupação, a sinceridade...não acompanham o seu corpo.  
    Seguia-o para todo o lado, fazia tudo o que ele fazia, tinha os mesmos amigos que ele, defendia-o em todas as circunstâncias. Quando ele saía para andar de bicicleta, eu ia com ele; quando ele queria jogar futebol, eu jogava com ele; quando ele queria ver os seus desenhos animados preferidos, eu mudava de canal e via com ele. Quando eu queria brincar, eu brincava; quando eu queria saltar à corda, eu saltava; quando eu queria dançar, eu dançava.
     Era assim, eu seguia-o para todo o lado, queria brincar com ele porque ele era o meu herói, e qualquer criança deseja brincar com o seu herói, mas quando não o seguia ele simplesmente não estava. Ficava triste. Na verdade, eu nunca vira um herói na televisão que seguisse os seus fãs, por isso pensava que era normal. Mas fui crescendo, e fui substituindo esse herói por amigos que realmente brincavam comigo, e assim o meu ícone foi desaparecendo.
     Hoje ela pergunta-me porque não gosto dele. Respondo-lhe mentalmente que não sabe porque nunca conseguiu perceber que os heróis somos nós que os criamos...Ela criou o dela e não o quer largar.

Lição 8 (13-10-2009)

Trabalho de Aula e de Casa

Funcionamento da Língua (adjectivos, pronomes, análise sintáctica,...)

(Clicar nas fichas para ver no tamanho real)



Lição 7 (09-10-2009)

Trabalho de Casa

Flexão Verbal - Conjugação pronominal reflexa

(Clicar nas imagens para ver no tamanho real)




Lição 6 (06-10-2009)

Trabalho de Casa

Síntese das págs. 15 e 23

 


“A Sinceridade e o Fingimento”


     Pessoa trouxe à poesia portuguesa a arte de raciocinar, como movimento pela unidade dos opostos. As contradições reais da poesia vêm desde Safo, a Petraca, até Garret. Esta teoria do fingimento deve-se, não só à auto-explicação da heteronímia, como, também, ao modo como isso se processa em Pessoa. Uma característica comum deste poeta é esta dúvida da sua identidade. Pessoa ganhou consciência de que o “poeta é um fingidor”, mais visivelmente, no seu poema “Autopsicografia”.



“Eu nunca fiz senão sonhar...”


     O único sentido da vida de Bernardo Soares é sonhar. As suas dores desaparecem quando abre a janela do seu interior.
     A quem lhe falou de viver nunca prestou atenção. Nunca desejou senão aquilo que não podia imaginar. O amor, sempre quis que fosse longínquo, assim como as suas doces paisagens irreais que faziam com que ele as amasse.
     Desde criança que o seu espírito é uma corrente constante de ilusões.
     O seu acto único, o de sonhar, deu-lhe uma grande nitidez do seu interior. Das figuras dos seus sonhos assim como a ele próprio. Deste modo torna visível o seu eu mais profundo.
   Por isso conhece-se inteiramente, e, através de se conhecer inteiramente, conhece inteiramente a humanidade toda.

Lição 5 (02-10-2009)

Trabalho de Casa

Análise do perfil do poeta no poema "Contrariedades" de Cesário Verde




(Clica para veres a 1ª parte da ficha)

(Clica para veres a 2ª parte da ficha)

  • Estado de espírito
“Eu hoje estou cruel...os livros mais bizarros”
“Já fumei três maços de cigarros consecutivamente”
“Abafo uns desesperos mudos...e os ângulos agudos”
“O obstáculo estimula...raivas frias”
“Que mau humor”


  • Trabalho
“Por causa de um jornal...folhetim de versos”
“epopeia”
“Mais de uma redacção...me tem fechado a porta”
“papéis inéditos”
“poemas”
“os jornalistas me negam colunas”
“tais autores”
“escrever em prosa”
“E apuro-me em lançar...os meus alexandrinos”
“antigas rimas, impressas em volume”
“Nas letras eu conheço...todas as minhas obras”


  • Relação trabalho/estado de espírito
“Agora sinto-me cheio de raivas...folhetim de versos”
“Rasguei uma epopeia...me tem fechado a porta”
“Juntei numa fogueira...desdém solene”


  • Crítica aos jornais
“A imprensa vale um desdém solene”
“A crítica segundo o método de Taine ignoram-na”
“Receiam que o assinante...deliram por Zaccone”


  • Atitude em relação a si próprio
“Independente”
“Arte”
“A ondulação repugna os sentimentos finos”
“Eu raramente falo dos nossos literatos”
“Vou findar sem azedume”
“E estou melhor; passou-me a cólera”


  • Forma como encara o seu trabalho
“Arte


  • Estado físico  
“Dói-me a cabeça”



  •  Espaço físico
“Sentei-me à secretária”

Lição 4 (29-09-2009)

Trabalho de Casa

Num Bairro Moderno - Cesário Verde

(Clica para veres a ficha)


1) Os elementos textuais que permitem situar o poema no espaço são expressões como: “casa apalaçada”, “larga rua macadamizada” e “pelos jardins estancam-se os nascentes”. Estes elementos permitem-nos perceber que o poeta se encontra num bairro moderno, rico, de alta sociedade. Quanto ao tempo, no poema, conseguimos saber que acção se desenrola numa manhã, através de expressões como: “Dez horas da manhã” e “O sol dourava no céu”.

2) O poeta fala-nos de duas personagens: a regateira e o criado. A regateira, como podemos perceber na forma como fala com o poeta, é simpática e alegre; e na forma como interage com o criado apercebemo-nos de que é corajosa e audaz, não tem medo. Ainda podemos constatar que é uma mulher trabalhadora, pois carrega uma pesada canastra, pelo bairro, cheia de legumes e fruta que, provavelmente, foi ela também a cultivar. O criado é altivo, arrogante e distante, percebemos isso através da forma como trata a regateira, pois é da mesma classe social que ela mas julga-se superior por trabalhar numa casa de alta sociedade.

3)  O poeta é quase como que uma câmara de filmar, porque o que vê regista com todos os exactos pormenores, isto é, é muito observador e descreve todos os detalhes à medida que vai percorrendo o seu caminho. O que uma câmara captaria é o que está nas linhas do seu poema.

4) Os adjectivos do poema são: apalaçada, pequenina, brancos, intenso, quentes, azafamada, descansado, belas, estucados, aglomerada, ignóbil, claros, pintados, esgadelhada, oxidado, frenéticas, rota, feia, simples, negras, unidas, prazenteira, audaz, grossas, nus, enorme, erguido, atléticas, tentadoras, calor, alegre, inteiras, escarlate, azul, magra, rústicas, bons, sadias, enfezadita, abundante, hirtos, destilada, repolhudas, frugais, fresca, pitoresca, largas, carneiras.

5) Podemos encontrar várias sinestesias ao longo do poema, como: “com brancuras quentes”, logo na primeira estrofe. Na oitava estrofe o poeta também faz uma grande associação de sensações, – sinestesias – um processo onde transmite uma visão impressionista da realidade: “Bóiam aromas, fumos de cozinha” (olfacto), “Com o cabaz às costas, e vergando,/Sobem padeiros, claros de farinha” (visão) e “ E às portas, uma ou outra campainha/Toca, frenética, de vez em quando” (audição).

6)  Os recursos estilísticos predominantes no poema são a adjectivação e a dupla adjectivação. O poeta durante todo o poema vai observando pormenorizadamente o que vai vendo e vai descrevendo tudo por onde o seu olhar passa e atribuindo características, daí a enorme utilização de adjectivos no poema, por exemplo: “E, como as grossas pernas dum gigante (...) Duas frugais abóboras carneiras”.

7)  A expressão “visão do artista” é utilizada, pois o poeta alterna referências concretas a elementos objectivos que compõem o espaço (físico e social) e a expressão subjectiva. Cesário não se limita a descrever lugares e personagens. A descrição é, com frequência, impressionista e aos elementos descritos o poeta associa o seu estado psicológico. Através da imaginação, o poeta transfigura a realidade exterior, estabelecendo associações entre “os simples vegetais” e partes de um corpo humano.




Lição 3 (25-09-2009)

Trabalho de Casa

O Sentimento Dum Ocidental – Cesário Verde



1)
   1.1.) O poema conta algo que acontece repetidas vezes: “Nas nossas ruas, ao anoitecer”. O poeta aborda algo que acontece todos os dias, por volta do pôr-do-sol.

   1.2.) Existe uma coincidência entre o que o poeta diz fazer no poema e o desenvolvimento do mesmo, porque a realidade descrita lhe desperta sofrimento. E todo o desenvolvimento do poema concretiza esse estado: “enjoa-me”, “perturba-me”, “incomoda”.

   1.3.) Existe, também, uma coincidência entre o que ele vê e o que diz porque todo o poema é uma descrição do que vê.


2) O poeta na terceira estrofe revela uma necessidade de evasão, que é sugerida pela última palavra da segunda estrofe: “londrina”, logo é esta palavra que provoca o tema da terceira quadra – o escape para outro local.


3) O poeta exprime uma necessidade de evasão na terceira estrofe. Para Cesário qualquer sítio é melhor do que aquela cidade: “Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!”, por isso ele diz que “os que se vão” vão “felizes”.


4) O poeta divaga pela cidade, constata-se isso nos versos: “Embrenho-me a cismar, por boqueirões, por becos,/Ou erro pelo cais a que se atracam os botes”. Vemos que o poeta não tem caminho definido.


5) Os elementos sonoros no poema são:
  • “bulício”
  • “tinir de louças e talheres”
  • “arengam dois dentista”
  • “galhofeiras”
6) As cores e tonalidades visíveis são:
  • “anoitecer”
  • “soturnidade”
  • “sombras”
  • “cor monótona e londrina”
  • “enfarruscados”
  • “negro”
  • “carvão”
7) O verbo “arengar “ no verso: “Num trem de praça arengam dois dentistas” dá a sensação de que os dentistas são dois provincianos, pois falam muito alto e entusiasticamente, típico de alguém fora da cidade.

8) O recurso estilístico presente no verso: “Descalças! Nas descargas de carvão” é a aliteração, porque o poeta refere que as peixeiras têm os pés pretos devido ao carvão.

Lição 16 (17-11-2009)

CAEIRO - poeta da natureza      

  • O que faço? "Tenho o costume da andar na rua" ao ar, perto da natureza
  • O que vejo? "Aquilo que nunca tinha visto, tudo tem um ar novo"/"O meu olhar é nítido como um girassol."
  • O que sei? "Sei ter o pasmo inicial, sei viver, sei pensar, sei ver"
  • O que sinto? "Sinto-me nascido a cada momento"
  • Em que creio? "Creio no mundo como num malmequer, creio na natureza como num Deus"/"Pensar é estar doente dos olhos"

O QUE É POESIA? O QUE É SER POETA?
Segundo Alberto Caeiro


  • sensações
  • ele e a natureza serem um só
  • não pensar
  • é a sua maneira de estar sozinho

Lição 14 (06-11-2009)

Análise de poemas




O Sino Da Minha Aldeia


Lição 11 (27-10-2009)


Lição 5 (02-10-2009)

CONTRARIEDADES
 Análise do perfil da engomadeira
Elementos relativos a:
  • Profissão
“engoma para fora”
“entre as nevadas de roupa”
“o ferro aceso”
“engomadeira”
  • Doença
“tísica”
  • Sinais de doença
“sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar"
"esqueleto branco"
"Tão lívida!”
  • Trabalho
“Lidando sempre!”
“Não foge do estendal”
“Vejo-lhe luz no quarto. Inda trabalha”
  • Relação trabalho/doença
“Fechada, com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia, a combustão das brasas...
...lhe humede as casas”
  •  Fome
“Mal ganha para sopas...”
“Nem pão no armário"
"ir-se-á deitar sem ceia?”
  • Solidão e Abandono
“morreram-lhe os parentes”
“O doutor deixou-a"
"E deve a conta à botica!”
  • Morte
“Pobre esqueleto branco"
"Tão lívida!"
"Esvai-se”
  • Desprezo da sociedade
“O doutor deixou-a"
"E fina-se ao desprezo!”
  •  Indícios espaciais
“Ali defronte mora"
"entre as nevadas roupas"
"do estendal"
"Vejo-lhe luz no quarto”
  • Indícios temporais
“Deu meia-noite”
“à tarde”
  • Traços físicos
“sem peito”
“esqueleto branco”
“Tão lívida!”
“É feia...”
  • Luta interior (força de vontade)
“Lidando sempre!”
“Oiço-a cantarolar uma canção plangente”
  • Atitude do poeta
“Uma infeliz”
“Mortifica”
“E a tísica?”
“A pobre engomadeira"
"É feia..."
"Coitadinha!”

Lição 4 (29-09-2009)




Lição 2 (22-09-2009)


Lição 8 (13-10-2009)

Contracção, Resumo e Síntese

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Como Estudar

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Lição 7 (09-10-2009)

Álvaro Campos


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Ricardo Reis

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Lição 5 (02-10-2009)

Contrariedades (Cesário Verde)

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Noções de Versificação

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