domingo, 14 de março de 2010

Lição 38 (12-03-2010)

Pág. 208

1.

1.1. O texto A integra-se no Plano da História de Portugal e o texto B integra-se na primeira parte: O Brasão.

1.2. O Plano da História de Portugal descreve as conquistas e o heróis portugueses, o texto A corresponde a uma descrição de uma dessas conquistas portuguesas: a Batalha de Aljubarrota. Quanto ao texto B, Pessoa descreve o herói Nuno Álvares Pereira, logo encaixa-se na parte O Brasão, onde ele descreve os heróis que criaram o Império Português.

 

2. O texto A é todo ele uma descrição da Batalha de Aljubarrota onde são utilizadas várias vezes a Adjectivação “o grande Pereira”, “espesso ar”; e a Personificação “a terra enfim semeia”, “os vales soam”. Tudo isto para tornar uma descrição mais específica, com mais pormenores e tornar o texto mais envolvente, devido às características exageradas, como a Hipérbole de toda a terra tremer com a Batalha, “Debaxo dos pés duros dos ardentes/Cavalos treme a terra”. No texto B predominam as Metáforas “Que auréola te cerca?”, comparando Nuno Álvares a um anjo, devido à sua importância na Batalha de Aljubarrota; são utilizadas também Hipérboles “Ergue a luz da tua espada/Para a estrada se ver!”, dando ênfase à luz da espada para demonstrar a sua importância, também relacionada com a Batalha.

 

3. No texto A todo o poema se desenrola à volta da guerra, com uma descrição muito pormenorizada de todas as situações, enquanto que o texto B se centra em Nuno Álvares Pereira e na sua importância na Batalha, comparando-o até com um anjo. Mas ambos louvam Nuno Álvares.

 

4. No primeiro texto Nuno Álvares é como um salvador, que afugentará todos os que tentarem conquistar território português, isto porque Camões vivia nessa época e ainda tinha a esperança de que os portugueses iriam vencer várias batalhas e conquistar mais territórios. No texto B Nuno Álvares é quase como um mito, Pessoa não viveu nessa época e louva todas as suas grandes conquistas, mas sem nunca as ter presenciado, sabendo apenas o que lhe contaram. Mas ambos fazem de Nuno Álvares como um herói.

 

5. Nuno Álvares Pereira, “O Contestável”: um grande herói para o povo Português, sendo que foi na Batalha de Aljubarrota que teve o seu maior triunfo, em 1385, pois venceu aos Castelhanos com um exército muito menor. Louvado n’Os Lusíadas e n’A Mensagem, por Camões e Fernando Pessoa, respectivamente, é comparado a um deus, devido às suas grandes conquistas.

     Nos textos dedicados a si, é exagerada a importância da sua espada para demonstrar o grande guerreiro, o grande líder, e o grande conquistador que era.

Lição 38 (12-03-2010)

 

Ficha de Trabalho - A Mensagem de Fernando Pessoa

1 – A Mensagem estrutura-se dentro da concepção simbólica do círculo perfeito:

B) É una numa organização tripartida: “Brasão”, “Mar Português" e “O Encoberto”

 

2 – Fernando Pessoa, na Mensagem, procura:

B) Anunciar um novo império civilizacional. O “intenso sofrimento patriótico” leva-o a antever um império que se encontra para além do material

 

3 – No poema D.Dinis, realçando a importância das letras e da cultura, Fernando Pessoa:

C) Destaca o papel do rei-poeta que sonhou e que concretizou o sonho, lançando as sementes dos Descobrimentos

 

4 – A obra Mensagem foi:

A) Apresentada a concurso ao prémio Antero de Quental

 

5 – A obra Mensagem (1934) constitui uma sucessão de:

C) Breves poemas sobre figuras ou momentos da nossa história até ao declínio do império

 

6 – A primeira parte da Mensagem, intitulada “Brasão”:

B) Dá conta dos heróis que criaram o Império Português

 

7 – A segunda parte da Mensagem, denominada “Mar Português”, oferece a imagem:

B) Dos heróis que criaram um novo império civilizacional

 

9 – No poema Horizonte, podemos afirmar que, simbolicamente, a fonte representa:

B) A origem da vida

 

10 – Quase toda a vida de Fernando Pessoa decorreu:

A) No anonimato e, quando morreu, em 1935, havia publicado apenas um livro em português: Mensagem

Lição 38

12-03-2010

Sumário: Ficha de trabalho sobre “A Mensagem” e teste de preparação para o teste de avaliação sumativa.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lição 37 (09-03-2010)

 

Ideias principais do texto da pág.202 a 204

  • Os Lusíadas e A Mensagem foram escritos em tempos diferentes da história de Portugal (no início e no fim da dissolução do império respectivamente)
  • A Mensagem tinha Os Lusíadas como referência cultural
  • Ambos têm uma concepção missionante (n’Os Lusíadas D.Sebastião é um enviado de Deus, e n’A Mensagem Portugal é um instrumento de Deus)
  • Em ambos os poetas são ausentes: poetas do que foi ou do que poderá ser
  • Camões viveu na época de grandeza e de miséria por isso era-lhe mais fácil ter esperanças, enquanto que para Pessoa D. Sebastião era apenas um mito, por isso lhe faltavam razões para acreditar
  • Em Camões, põem-se no mesmo plano a memória e a esperança. Em Pessoa, não, porque o objecto da esperança se transferiu para o sonho
  • Os Lusíadas são uma epopeia clássica com: narração (a viagem de Vasco da Gama), comédia (dos deuses) e discursos (alguns retrospectivos e outros prospectivos)
  • A Mensagem integra: 44 poemas, datados e organizados em três partes principais – Brasão, Mar Português e O Enconberto
  • O assunto d’A Mensagem não são os portugueses ou eventos concretos, mas a essência de Portugal e a sua missão por cumprir
  • Tanto como Camões como Pessoa usam o processo da descrição sucessiva
  • A Mensagem, é um elogio ao herói, ao contrário d’Os Lusíadas que elogia a loucura, mas a loucura positiva, sem a qual o Homem não pode viver.

Lição 34 (02-03-2007)

Trabalho de Casa – Ficha sobre Felizmente Há Luar

 

1 - A peça “Felizmente Há Luar!” marca posição, pelo conteúdo fortemente ideológico, como denúncia da opressão que se vivia na época em que foi escrita:

A) (1961), sob a ditadura de Salazar

 

2 - O recurso à distanciação histórica e à descrição das injustiças praticadas no início do século XIX em que decorre a acção permitiu-lhe, assim, colocar também em destaque as injustiças do seu tempo e a necessidade de lutar pela liberdade.

A) verdadeiro

 

3 - “Felizmente Há Luar!”, de Sttau Monteiro, é um:

B) drama narrativo, de carácter social, dentro dos princípios do teatro épico. Na linha do teatro de Bertolt Brecht, exprime a revolta contra o poder e a convicção de que é necessário mostrar o mundo e o homem em constante devir.

 

4 - Recorrendo ao teatro épico, coloca em palco essas primeiras manifestações sociais e políticas que levaram à revolução comunista, para que o espectador se posicione criticamente, mas estranho à acção, como sucedia no teatro clássico, preocupado em despertar os sentimentos e as emoções no público.

B) falso

 

5 - O momento em que Vicente, um elemento do povo, tece comentários desfavoráveis acerca do general (“estrangeirado” e não aliado do povo) ocorre no:

A) primeiro acto

 

6 - No primeiro acto Manuel interroga-se "Que posso eu fazer? Sim, que posso eu fazer?"; através do seu monólogo, o espectador (ou o leitor) tem conhecimento da prisão de Gomes Freire ocorrida na madrugada anterior.

B) falso

 

7 - Cada um dos actos apresenta uma estrutura paralela e, a partir dos diálogos entre os governadores e os delatores, os episódios do segundo acto surgem como uma consequência daqueles que ocorrem no primeiro: o primeiro acto termina com a prisão de populares que conspiravam contra o governo e com o apelo de "morte ao traidor Gomes Freire d'Andrade", feito por D. Miguel.

A) verdadeiro

 

8 - Em “Felizmente Há Luar!”, Sttau Monteiro socorre-se da figura do general Gomes Freire de Andrade para debater a situação do povo que vive na miséria e dependente das classes dominantes.

A) verdadeiro

 

9 - Gomes Freire de Andrade é, sem dúvida, a personagem central da peça, embora só apareça na última cena.

B) falso

 

10 - O General Gomes Freire de Andrade é:

A) para os populares - é um herói de grande coragem e justiça

 

11 - Na obra “Felizmente Há Luar!” é possível aglutinar as personagens em grupos, de acordo com a função que desempenham ao longo da acção. Assim temos o Povo, os Traidores do Povo e os Governantes. O Principal Sousa que representa a interferência da Igreja no Estado, insere-se no terceiro. Fazem parte deste grupo:

A) o Marechal Beresford e D. Miguel Forjaz

 

12 - Beresford, poderoso, mercenário, interesseiro, calculista, trocista, sarcástico, expressa a sua opinião sobre Portugal dizendo:

A) "Neste país de intrigas e de traições, só se entendem uns com os outros para destruir um inimigo comum e eu posso transformar-me nesse inimigo comum, se não tiver cuidado."

 

13 - D. Miguel Forjaz, representante da classe da nobreza, revela um carácter prepotente e corrupto.

A) verdadeiro

 

14 - Para os governadores o General Gomes Freire de Andrade é uma ameaça ao poder:

B) absolutista

 

15 - Matilde:

A) exprime romanticamente o amor, reage violentamente perante o ódio e as injustiças, afirma o valor da sinceridade

 

16 - Manuel revela o desânimo, a impotência e a passividade da massa popular perante a situação. Razões: 

B) denuncia a opressão a que o povo tem estado sujeito ((as Invasões Francesas; a ''protecção'' britânica, após a retirada do rei D. João VI para o Brasil) e a incapacidade de conseguir a libertação e de sair da miséria em que se encontra

 

17 - A acção decorre na cidade de Lisboa encontrando-se esta ligada quer à opressão e violência exercida pelos Senhores do Rossio, os governantes, quer ao descontentamento e miséria do povo. Na verdade, encontramos referências ao Cais do Sodré, ao Largo do Rato, ao café Marrare, ao Campo de Sant'Ana, ao Forte de S. Julião da Barra e ao Rossio.

A) verdadeiro

 

18 - Matilde, na tentativa desesperada e derradeira de salvar o seu homem, assume uma voz de consciência sobre a injustiça humana. Daqui nasce a duplicidade do título: ironia e crueldade, nas palavras de D. Miguel, para quem, porque "Felizmente há luar", a imagem da execução ficaria na memória dos lisboetas durante muito tempo, como exemplo do que espera os que tentam lutar pela liberdade; contraposta ao "Felizmente há luar" gritado por Matilde no final da peça, para quem a imagem da fogueira onde arde o general será o clarão que "há-de incendiar a terra e abrir as almas".

A) verdadeira

 

19 - Ao escolher a saia verde para esperar o companheiro após a morte, Matilde destaca a "alegria" do reencontro ("agora que se acabaram as batalhas, vem apertar-me contra o peito").

A) verdadeiro

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lição 37 (09-03-2010)

Correcção do Trabalho da Aula – pág. 176

       Em 1415 os Portugueses, com a preciosa ajuda do Condestável, conquistaram Ceuta.

       Esta conquista provocou reacções contrárias relativamente à continuação da expansão. Só D. Duarte a recomeçou com a fracassada conquista de Tânger, onde o Infante D. Fernando ficou cativo até à morte. D. João I terminou os seus dias dedicando-se à cultura e abandonando as conquistas militares.

Lição 37

09-03-2010

Sumário: Análise do poema “D. Fernando, Infante de Portugal”.

                       Resumo do texto da “Oficina de Escrita” correspondente.

                        Correcção do trabalho da aula.

Lição 36 (05-03-2010)

Ulisses

image

NOTA: Ulisses é o herói mítico que, segundo a lenda, terá fundado a cidade de Lisboa (Olissipolis) - (Olissi – Ulisses / Polis – Cidade de)

 

       Fernando Pessoa considera Ulisses um verdadeiro herói e quase que a explicação para o futuro dos Portugueses ser brilhante nos mares.

       O poema tem três estrofes que correspondem a três partes a nível de conteúdo:

  • 1ª Parte – 1ª estrofe: “o mito é o nada que é tudo” – Esta afirmação é concretizada nas quatro estrofes seguintes pela própria afirmação de que o Sol é o mito do “corpo morto de Deus” tornado “vivo”.
  • 2ª Parte: o facto da estrofe iniciar pelo determinante ESTE indica que apesar de mito Ulisses se concretizou como aquele que “sem existir nos bastou” e “nos criou”.
  • 3ª Parte: como indica a conclusiva “Assim”, a lenda vinda dos confins dos tempos infiltra-se como sinal divino na vida que fica reduzida a menos que nada, “metade de nada”, e o seu destino é fatalmente a morte.

       O mito é nada porque não existe, é tudo porque dele brotam as forças ocultas.

Lição 36 (05-03-2010)

  • O que é uma lenda?

Uma lenda é uma história que vem do povo e que tenta explicar acontecimentos que parecem irreais, mas que têm alguns factos reais.

  • O que é um mito?

O mito é uma história inventada, com figuras divinas. É uma explicação inventada para tentar justificar algo real.

  • O que mais influencia a realidade?

O que mais influencia a realidade é o mito, pois é apenas fantasia.

Lição 34 (02-03-2010)

 

Palavras Antigas

Palavras Antigas 1

Palavras Antigas 2

(clicar nas imagens para ver no tamanho original)

Lição 34 (02-03-2010)

Correcção da Ficha de Avaliação

 

1. Trata-se de uma paisagem de Inverno, onde o dia é claro (“A palidez do dia”), a luz brilhante (“levemente dourada”) e a vegetação despida de folhagem (“troncos de ramos secos”); é um dia frio porque “o sol de inverno” brilha (“faz luz”) mas não aquece (“o frio leve treme”).

2.

2.1. A pátria a que se refere o sujeito poético “da pátria antiquíssima da minha/Crença” é uma referência à Grécia Antiga.

2.2. Para se “consolar” da sensação de “desterro”, o sujeito poético acolhe-se à imagem tranquilizadora da Grécia Antiga, tornando presente um passado habitado por deuses e filósofos.

2.3. O “outro sol” simboliza a cultura referida nas duas questões anteriores e cujos valores o sujeito poético exalta: este “outro sol” aquece-o fazendo-o esquecer o desconforto do presente.

3.

3.1. O sujeito poético prefere Epicuro a Aristóteles pois é aquele que “melhor” lhe “fala” já que nele admira o seu estar “sereno” e a sua capacidade de “ir vendo a vida/À distância a que está”. É aquele com quem o sujeito poético se identifica no seu epicurismo, valorizando a vivência calma e distanciada do presente.

4. Exemplos de recursos estilísticos:

Metáfora - “o outro sol” (a cultura helénica)

Personificação - “A palidez do dia”; “o frio leve treme”

Adjectivação - “dourada”, “secos”, “leve”, “desterrado”,

“antiquíssima”, “sereno”

Lição 36

05-03-2010

Sumário: Os heróis míticos em “A Mensagem” e “Os Lusíadas”: Ulisses.

                        A lenda e o mito.

Lição 35

04-03-2010

Sumário: Aula extra para visita de estudo ao Convento de Mafra: peça de Teatro - “Memorial do Convento”.

Lição 34

02-03-2010

Sumário: Correcção da ficha de avaliação e dos trabalhos de casa.

                        O Rei D. Dinis visto por Camões e Fernando Pessoa.

Lição 33

26-02-2010

Sumário: Continuação do confronto entre Os Lusíadas e A Mensagem.

                  Análise de alguns textos.

Lição 32

23-02-2010

Sumário: Exercício escrito sobre Fernando Pessoa ortónimo e heterónimos.

Lição 31

12-02-2010

Sumário: Comemorar o Amor e o S. Valentim – Leitura de poemas na Biblioteca.

Lição 33 (26-02-2010)

Trabalho de Casa – Págs. 121 e 195 image

Pág. 121

1.

1.1. A nacionalidade portuguesa é apresentada ao ser referida a situação de Portugal na Europa e a lendária história de Luso e Viriato. Seguindo-se a formação da nacionalidade e depois a enumeração dos feitos guerreiros dos Reis da 1.ª Dinastia, de D. Afonso Henriques a D. Fernando.

2.

2.1. O maior pecado de D. Teresa foi ter-se colocado contra o filho negando-lhe o amor maternal e o território.

3.

3.1. A mentalidade renascentista, que exalta o indivíduo, é representado por D. Afonso. A valorização da genealogia é representado por D. Teresa, que é retratada por Camões de uma forma que vai contra os princípios da relação familiar.

4.

4.1. O fascínio de Camões justifica-se pela importância que D. Afonso dá à posse dos territórios, que doutra forma ficariam castelhanos.

5.

5.1. A sociedade feudal era composta por três grupos, de diferentes posições: os Nobres (guerreiros), os do Clero (religiosos) e os Servos (mão de obra). Cada posição era fixa durante toda a vida e era determinada no nascimento. Os Vassalos ofereciam ao Suserano, fidelidade e trabalho em troca de protecção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o Suserano mais poderoso.

       Como vemos neste excerto D. Afonso Henriques, que tinha feito um juramento de vassalagem a Afonso VII, através do seu “leal vassalo”, Egas Moniz, prometendo não invadir o território de seu primo. Ao desfazer essa promessa, Egas Moniz, desloca-se ao rei de Castela para pagar a infidelidade do seu Suserano, respeitando assim as regras da sociedade feudal.

5.2. O Suserano de Egas Moniz quebrou as regras da sociedade feudal. Ao  prometer vassalagem,  fidelidade a Afonso VII, teria que cumprir a sua palavra o resto da sua vida. Ao não respeitar essa promessa, o seu leal vassalo seria vítima das regras da sociedade da época, que ele mesmo insiste em cumprir: “Determina de dar a doce vida/A troco da palavra mal cumprida”.

6. Na sociedade actual a “palavra de honra” apenas tem valor quando escrita num papel oficial e assinado por ambas as partes. Não temos, então, hoje em dia,  palavra de honra, mas sim um contrato de honra. A palavra, nesta sociedade contemporânea, já não tem valor, podemos jurar e prometer mil e uma coisas, mas quando existem valores, na maioria fúteis, em questão, todas essas juras e promessas parecem nunca ter tido lugar numa conversa entre as partes envolvidas.

       O acto de Egas Moniz, não tem lugar na sociedade actual, e é visto, maioritariamente, por um acto de “estupidez”. Nunca, nesta época, alguém cometeria acto tão “estúpido”, como já disse anteriormente, para cumprir a sua palavra de honra. A pessoa em causa procuraria esquemas, por mais prejudiciais que fossem para outra pessoa, para não cumprir essa promessa de honra e sem sair ele próprio mal da situação. Isto é um reflexo da sociedade contemporânea: comodista. “Não importa prejudicar o outro desde que eu não seja prejudicado.” (Que se “lixe” a palavra de honra”).

7.

7.1. Ser herói hoje, num mundo altamente marcado pelas novas tecnologias e por uma sociedade demasiado imediatista, obriga a que as virtudes exteriorizadas se assumam como eficazes aos olhos daqueles que o admiram. Assim, aspectos como a ousadia, a determinação e a notoriedade são características próprias dos heróis do nosso tempo. Acrescento que, no meu ponto de vista, a velocidade com que se vive nas sociedades contemporâneas ocidentais leva a que, também, os heróis sejam rapidamente substituídos. As circunstâncias de vida vão determinando a existência de diferentes modelos comportamentais ao longo do tempo.

7.2. A vida é feita de situações que nos parecem intransponíveis. No entanto, a determinação, a crença em nós mesmos e na certeza do que desejamos, faz com que cada situação/obstáculo seja encarada, não como um muro alto e intransponível, mas como uma barreira que incentiva a minha acção para a transpor, em vez de inibir e levar à desistência. O tamanho da ousadia é directamente proporcional à força do meu agir e a dimensão do obstáculo. Ser ousado é ser, no limite, determinado. Só há determinação se existir segurança e certeza nos objectivos. Por isso, penso poder concluir que a maior ousadia da nossa vida é ser fiel aos nossos objectivos.

 

Pág. 195

1.

1.1. Os textos são semelhantes na medida em que fazem exaltação dos heróis ligados à formação da nacionalidade: Viriato, Conde D. Henrique e D. Afonso Henriques

2. Na estrutura interna dos Lusíadas, os poemas citados incluem-se no Plano da História de Portugal, porque é neste que Camões faz os relatos dos factos mais importantes da História de Portugal. Na Mensagem localiza-se no Brasão, porque apresenta os portugueses como um povo de heróis construtores.

3. A convocação da figura do Conde D. Henrique deve-se ao facto de ser nele que todo o processo teve origem e, apesar de não ter sido “ilustre nem prezado” (Camões), foi nele que se inspirou a formação da nacionalidade: “Que farei eu com esta espada?/Ergueste-a, e fez-se” (Fernando Pessoa).

4.

4.1. Ao recorrer ao Pretérito Perfeito e ao Presente do Indicativo, o poeta, faz com que tenhamos a percepção da ligação entre os feitos de D. Afonso e a sua importância no presente.

4.2. O modo Imperativo utiliza-se para dar mais força ao desejo presente no poema, que é servirmo-nos do exemplo de D. Afonso.

4.3. O recurso estilístico é o hipérbato ou inversão, pois consiste na alteração da ordem directa das palavras nas frases.

Lição 30 (09-02-2010)

Trabalho de Casa

Pag. 108

 

1.

1.1. Podemos constatar que o poeta se dirige a D. Sebastião nos versos: "Vós, poderoso Rei…”, “Vós, que esperamos jugo e vitupério”, “Vereis amor da pátria…”, “Ouvi: vereis nome engrandecido”, “Ouvi, que não vereis com vãs façanhas”, “…e a vós não posso,/Sublime Rei…” e “Dareis matéria a nunca ouvido canto”.

2. Neste poema o sujeito poético dirige-se a D. Sebastião, e fala das grandes façanhas que só ele conseguirá alcançar e que fará do povo português, um povo importante. Evoca, também,  algumas figuras mitológicas, como Rodamonte, Rugeiro e Orlando. Estas são características de epopeias clássicas, o relato de vários feitos, a invocação de figuras mitológicas e  relatos históricos, que podem não ser representados fielmente.  Como podemos ver, esta epopeia assemelha-se bastante às epopeias antigas, mas afasta-se um pouco do classicismo, pois as dedicatórias são facultativas neste género de literatura.

3. A relação existente entre “amor da pátria” e “prémio vil” é antagónica. Isto é, 0 amor da pátria é um prémio valioso e quase eterno, que engrandecerá o nome de El-Rei D. Sebastião.

4.

4.1. Tal como vemos nos versos “Tomai as rédeas vós do Reino vosso:/Dareis matéria a nunca ouvido canto.”, da estância 15, o poeta faz uma síntese das estâncias anteriores.

5.

5.1. O poeta incita D. Sebastião a assumir o trono do reino, já que, através do exército do seu reinado, surgirão façanhas, acontecimentos e realizações, de tal modo nobres, que serão tema a desenvolver em cantos escritos pelo próprio poeta.

5.2. Camões, ao escrever esta epopeia louva as figuras históricas para valorizar a História de Portugal, mas de forma a que o Rei lhe dê algo em troca, p0is ele necessita de dinheiro, por isso tem que elogiá-lo sem parecer que os elogios são falsos. Comparando isso com os meus objectivos de vida e como pretendo atingi-los, obviamente que pela vida fora vou encontrar várias pessoas que vou precisar de agradar, tal como Camões a D. Sebastião, mas não pretendo atingir os meus objectivos através desse método. Vou tentar esforçar-me e mostrar o meu valor e não agradar todos à minha volta de forma a que me dêem algum cargo que eu, se calhar por não me ter esforçado, não o mereço.