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1.1. O texto A integra-se no Plano da História de Portugal e o texto B integra-se na primeira parte: O Brasão.
1.2. O Plano da História de Portugal descreve as conquistas e o heróis portugueses, o texto A corresponde a uma descrição de uma dessas conquistas portuguesas: a Batalha de Aljubarrota. Quanto ao texto B, Pessoa descreve o herói Nuno Álvares Pereira, logo encaixa-se na parte O Brasão, onde ele descreve os heróis que criaram o Império Português.
2. O texto A é todo ele uma descrição da Batalha de Aljubarrota onde são utilizadas várias vezes a Adjectivação “o grande Pereira”, “espesso ar”; e a Personificação “a terra enfim semeia”, “os vales soam”. Tudo isto para tornar uma descrição mais específica, com mais pormenores e tornar o texto mais envolvente, devido às características exageradas, como a Hipérbole de toda a terra tremer com a Batalha, “Debaxo dos pés duros dos ardentes/Cavalos treme a terra”. No texto B predominam as Metáforas “Que auréola te cerca?”, comparando Nuno Álvares a um anjo, devido à sua importância na Batalha de Aljubarrota; são utilizadas também Hipérboles “Ergue a luz da tua espada/Para a estrada se ver!”, dando ênfase à luz da espada para demonstrar a sua importância, também relacionada com a Batalha.
3. No texto A todo o poema se desenrola à volta da guerra, com uma descrição muito pormenorizada de todas as situações, enquanto que o texto B se centra em Nuno Álvares Pereira e na sua importância na Batalha, comparando-o até com um anjo. Mas ambos louvam Nuno Álvares.
4. No primeiro texto Nuno Álvares é como um salvador, que afugentará todos os que tentarem conquistar território português, isto porque Camões vivia nessa época e ainda tinha a esperança de que os portugueses iriam vencer várias batalhas e conquistar mais territórios. No texto B Nuno Álvares é quase como um mito, Pessoa não viveu nessa época e louva todas as suas grandes conquistas, mas sem nunca as ter presenciado, sabendo apenas o que lhe contaram. Mas ambos fazem de Nuno Álvares como um herói.
5. Nuno Álvares Pereira, “O Contestável”: um grande herói para o povo Português, sendo que foi na Batalha de Aljubarrota que teve o seu maior triunfo, em 1385, pois venceu aos Castelhanos com um exército muito menor. Louvado n’Os Lusíadas e n’A Mensagem, por Camões e Fernando Pessoa, respectivamente, é comparado a um deus, devido às suas grandes conquistas.
Nos textos dedicados a si, é exagerada a importância da sua espada para demonstrar o grande guerreiro, o grande líder, e o grande conquistador que era.