sábado, 5 de dezembro de 2009

Lição 9 (16-10-2009)

Trabalho de Casa

1) Comentário ao texto da pág.89 "Gosto de Palavrar..."


Eu Também Gosto de Palavrar...



     As saudades de abrir um livro pela primeira vez, lê-lo e desfrutar de todo aquele leque de sensações e emoções...como percebo o autor. Ainda me lembro da satisfação que tinha ao ler um livro, qualquer livro, um livro banal. Toda a minha pessoa era permeável às palavras, o meu intelectual ‘engolia’ sofregamente cada letra presente. Agora essa acção tornou-se banal em mim...apenas em alguns casos. Não sou capaz de ficar indiferente a textos como este, que despertam em mim, não só o entusiasmo de uma criança, de novo, mas também o sofrimento de uma perda e a alegria de um amor.
     Tudo tem um sabor diferente à medida que crescemos, também a leitura. Esta pode tornar-se banal por sermos bombardeados constantemente com cartazes de publicidade, avisos nas portas, placas de indicações no trânsito, mas quando lemos um bom livro, um bom texto, ou apenas uma boa frase, o nosso ‘orgasmo intelectual e emocional' é cada vez melhor. Talvez porque nos identificamos com algo presente no texto, ou porque corresponde a uma realidade que, apesar de longe, nos ‘toca’. Não interessa porquê! O importante é que a experiência é cada vez mais saborosa, pois, com o passar dos anos, é cada vez mais fácil descortinar os mil e um sentidos de uma palavra e perceber que, de um texto, podemos tirar várias conclusões. Não são só as pessoas que têm mil e uma caras, os textos também as têm.
     Com todo este ‘palavrar’ não sei se ficou clara a minha opinião em relação a este texto, por isso pretendo esclarecer, aqui, brevemente o que penso: um texto fantástico que merece mais do que ser uma impressão num manual ou uma página virada como todas as outras. Merece ser um texto lido por várias pessoas, lido várias vezes por essas várias pessoas, e merece ser pensado e analisado várias vezes nas várias leituras das várias pessoas.


2) Texto sobre "Memórias de Infância"




Os Heróis São Uma Real Imaginação



     Era um tempo diferente...mas esse tempo foi a testemunha do meu crescimento. Aprendi que os heróis somos nós que os criamos. Estão à nossa frente, mas apenas o seu corpo é real, tudo o resto existe apenas no nosso pequeno mundo chamado imaginação. A coragem, a preocupação, a sinceridade...não acompanham o seu corpo.  
    Seguia-o para todo o lado, fazia tudo o que ele fazia, tinha os mesmos amigos que ele, defendia-o em todas as circunstâncias. Quando ele saía para andar de bicicleta, eu ia com ele; quando ele queria jogar futebol, eu jogava com ele; quando ele queria ver os seus desenhos animados preferidos, eu mudava de canal e via com ele. Quando eu queria brincar, eu brincava; quando eu queria saltar à corda, eu saltava; quando eu queria dançar, eu dançava.
     Era assim, eu seguia-o para todo o lado, queria brincar com ele porque ele era o meu herói, e qualquer criança deseja brincar com o seu herói, mas quando não o seguia ele simplesmente não estava. Ficava triste. Na verdade, eu nunca vira um herói na televisão que seguisse os seus fãs, por isso pensava que era normal. Mas fui crescendo, e fui substituindo esse herói por amigos que realmente brincavam comigo, e assim o meu ícone foi desaparecendo.
     Hoje ela pergunta-me porque não gosto dele. Respondo-lhe mentalmente que não sabe porque nunca conseguiu perceber que os heróis somos nós que os criamos...Ela criou o dela e não o quer largar.

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