sábado, 5 de dezembro de 2009

Lição 6 (06-10-2009)

Trabalho de Casa

Síntese das págs. 15 e 23

 


“A Sinceridade e o Fingimento”


     Pessoa trouxe à poesia portuguesa a arte de raciocinar, como movimento pela unidade dos opostos. As contradições reais da poesia vêm desde Safo, a Petraca, até Garret. Esta teoria do fingimento deve-se, não só à auto-explicação da heteronímia, como, também, ao modo como isso se processa em Pessoa. Uma característica comum deste poeta é esta dúvida da sua identidade. Pessoa ganhou consciência de que o “poeta é um fingidor”, mais visivelmente, no seu poema “Autopsicografia”.



“Eu nunca fiz senão sonhar...”


     O único sentido da vida de Bernardo Soares é sonhar. As suas dores desaparecem quando abre a janela do seu interior.
     A quem lhe falou de viver nunca prestou atenção. Nunca desejou senão aquilo que não podia imaginar. O amor, sempre quis que fosse longínquo, assim como as suas doces paisagens irreais que faziam com que ele as amasse.
     Desde criança que o seu espírito é uma corrente constante de ilusões.
     O seu acto único, o de sonhar, deu-lhe uma grande nitidez do seu interior. Das figuras dos seus sonhos assim como a ele próprio. Deste modo torna visível o seu eu mais profundo.
   Por isso conhece-se inteiramente, e, através de se conhecer inteiramente, conhece inteiramente a humanidade toda.

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