Trabalho de Casa
O Sentimento Dum Ocidental – Cesário Verde
1)
1.1.) O poema conta algo que acontece repetidas vezes: “Nas nossas ruas, ao anoitecer”. O poeta aborda algo que acontece todos os dias, por volta do pôr-do-sol.
1.2.) Existe uma coincidência entre o que o poeta diz fazer no poema e o desenvolvimento do mesmo, porque a realidade descrita lhe desperta sofrimento. E todo o desenvolvimento do poema concretiza esse estado: “enjoa-me”, “perturba-me”, “incomoda”.
1.3.) Existe, também, uma coincidência entre o que ele vê e o que diz porque todo o poema é uma descrição do que vê.
2) O poeta na terceira estrofe revela uma necessidade de evasão, que é sugerida pela última palavra da segunda estrofe: “londrina”, logo é esta palavra que provoca o tema da terceira quadra – o escape para outro local.
3) O poeta exprime uma necessidade de evasão na terceira estrofe. Para Cesário qualquer sítio é melhor do que aquela cidade: “Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!”, por isso ele diz que “os que se vão” vão “felizes”.
4) O poeta divaga pela cidade, constata-se isso nos versos: “Embrenho-me a cismar, por boqueirões, por becos,/Ou erro pelo cais a que se atracam os botes”. Vemos que o poeta não tem caminho definido.
5) Os elementos sonoros no poema são:
- “bulício”
- “tinir de louças e talheres”
- “arengam dois dentista”
- “galhofeiras”
6) As cores e tonalidades visíveis são:
- “anoitecer”
- “soturnidade”
- “sombras”
- “cor monótona e londrina”
- “enfarruscados”
- “negro”
- “carvão”
7) O verbo “arengar “ no verso: “Num trem de praça arengam dois dentistas” dá a sensação de que os dentistas são dois provincianos, pois falam muito alto e entusiasticamente, típico de alguém fora da cidade.
8) O recurso estilístico presente no verso: “Descalças! Nas descargas de carvão” é a aliteração, porque o poeta refere que as peixeiras têm os pés pretos devido ao carvão.
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