quarta-feira, 10 de março de 2010

Lição 33 (26-02-2010)

Trabalho de Casa – Págs. 121 e 195 image

Pág. 121

1.

1.1. A nacionalidade portuguesa é apresentada ao ser referida a situação de Portugal na Europa e a lendária história de Luso e Viriato. Seguindo-se a formação da nacionalidade e depois a enumeração dos feitos guerreiros dos Reis da 1.ª Dinastia, de D. Afonso Henriques a D. Fernando.

2.

2.1. O maior pecado de D. Teresa foi ter-se colocado contra o filho negando-lhe o amor maternal e o território.

3.

3.1. A mentalidade renascentista, que exalta o indivíduo, é representado por D. Afonso. A valorização da genealogia é representado por D. Teresa, que é retratada por Camões de uma forma que vai contra os princípios da relação familiar.

4.

4.1. O fascínio de Camões justifica-se pela importância que D. Afonso dá à posse dos territórios, que doutra forma ficariam castelhanos.

5.

5.1. A sociedade feudal era composta por três grupos, de diferentes posições: os Nobres (guerreiros), os do Clero (religiosos) e os Servos (mão de obra). Cada posição era fixa durante toda a vida e era determinada no nascimento. Os Vassalos ofereciam ao Suserano, fidelidade e trabalho em troca de protecção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o Suserano mais poderoso.

       Como vemos neste excerto D. Afonso Henriques, que tinha feito um juramento de vassalagem a Afonso VII, através do seu “leal vassalo”, Egas Moniz, prometendo não invadir o território de seu primo. Ao desfazer essa promessa, Egas Moniz, desloca-se ao rei de Castela para pagar a infidelidade do seu Suserano, respeitando assim as regras da sociedade feudal.

5.2. O Suserano de Egas Moniz quebrou as regras da sociedade feudal. Ao  prometer vassalagem,  fidelidade a Afonso VII, teria que cumprir a sua palavra o resto da sua vida. Ao não respeitar essa promessa, o seu leal vassalo seria vítima das regras da sociedade da época, que ele mesmo insiste em cumprir: “Determina de dar a doce vida/A troco da palavra mal cumprida”.

6. Na sociedade actual a “palavra de honra” apenas tem valor quando escrita num papel oficial e assinado por ambas as partes. Não temos, então, hoje em dia,  palavra de honra, mas sim um contrato de honra. A palavra, nesta sociedade contemporânea, já não tem valor, podemos jurar e prometer mil e uma coisas, mas quando existem valores, na maioria fúteis, em questão, todas essas juras e promessas parecem nunca ter tido lugar numa conversa entre as partes envolvidas.

       O acto de Egas Moniz, não tem lugar na sociedade actual, e é visto, maioritariamente, por um acto de “estupidez”. Nunca, nesta época, alguém cometeria acto tão “estúpido”, como já disse anteriormente, para cumprir a sua palavra de honra. A pessoa em causa procuraria esquemas, por mais prejudiciais que fossem para outra pessoa, para não cumprir essa promessa de honra e sem sair ele próprio mal da situação. Isto é um reflexo da sociedade contemporânea: comodista. “Não importa prejudicar o outro desde que eu não seja prejudicado.” (Que se “lixe” a palavra de honra”).

7.

7.1. Ser herói hoje, num mundo altamente marcado pelas novas tecnologias e por uma sociedade demasiado imediatista, obriga a que as virtudes exteriorizadas se assumam como eficazes aos olhos daqueles que o admiram. Assim, aspectos como a ousadia, a determinação e a notoriedade são características próprias dos heróis do nosso tempo. Acrescento que, no meu ponto de vista, a velocidade com que se vive nas sociedades contemporâneas ocidentais leva a que, também, os heróis sejam rapidamente substituídos. As circunstâncias de vida vão determinando a existência de diferentes modelos comportamentais ao longo do tempo.

7.2. A vida é feita de situações que nos parecem intransponíveis. No entanto, a determinação, a crença em nós mesmos e na certeza do que desejamos, faz com que cada situação/obstáculo seja encarada, não como um muro alto e intransponível, mas como uma barreira que incentiva a minha acção para a transpor, em vez de inibir e levar à desistência. O tamanho da ousadia é directamente proporcional à força do meu agir e a dimensão do obstáculo. Ser ousado é ser, no limite, determinado. Só há determinação se existir segurança e certeza nos objectivos. Por isso, penso poder concluir que a maior ousadia da nossa vida é ser fiel aos nossos objectivos.

 

Pág. 195

1.

1.1. Os textos são semelhantes na medida em que fazem exaltação dos heróis ligados à formação da nacionalidade: Viriato, Conde D. Henrique e D. Afonso Henriques

2. Na estrutura interna dos Lusíadas, os poemas citados incluem-se no Plano da História de Portugal, porque é neste que Camões faz os relatos dos factos mais importantes da História de Portugal. Na Mensagem localiza-se no Brasão, porque apresenta os portugueses como um povo de heróis construtores.

3. A convocação da figura do Conde D. Henrique deve-se ao facto de ser nele que todo o processo teve origem e, apesar de não ter sido “ilustre nem prezado” (Camões), foi nele que se inspirou a formação da nacionalidade: “Que farei eu com esta espada?/Ergueste-a, e fez-se” (Fernando Pessoa).

4.

4.1. Ao recorrer ao Pretérito Perfeito e ao Presente do Indicativo, o poeta, faz com que tenhamos a percepção da ligação entre os feitos de D. Afonso e a sua importância no presente.

4.2. O modo Imperativo utiliza-se para dar mais força ao desejo presente no poema, que é servirmo-nos do exemplo de D. Afonso.

4.3. O recurso estilístico é o hipérbato ou inversão, pois consiste na alteração da ordem directa das palavras nas frases.

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