sábado, 20 de fevereiro de 2010

Lição 31 (23-02-2010)

Trabalho de Casa

Ficha – Noite Serena

(Clica aqui para veres a ficha)

 

I

1. O passado é evocado neste poema e caracteriza-se como calmo, suave, sossegado, bom, como vemos nos versos: “Suave todo o passado”,  “O sossego de outrora/Sossego de várias espécies” e “E tudo bom e horas/De um bem…”.  O poeta refere ainda que estes tempos eram bons, pois não se preocupava com o futuro: “A infância sem futuro pensado”.

2. Os quatro primeiros versos referem-se à infância do poeta, às suas recordações, o que lhe desperta uma certa nostalgia, como vemos nos versos seguintes. Mas no verso 13, esta canção já não desperta o mesmo sentimento de felicidade ao poeta, pelo contrário, apercebe-se da vida perdida, a sua vida de infância, como diz no verso anterior: “Meu deus, que fiz eu da vida?” e nos versos 16 e 17: “Lembro-me mas esqueço./E dói, dói, dói…”

3.  A expressão “aqui” é utilizada para representar o presente, a dor e o sofrimento, e a impossibilidade de voltar atrás no tempo. Enquanto que o “lá” é utilizado para representar o passado, a infância, os seus tempos de felicidade, onde tudo era bom.

4. A repetição de “dói” sublinha o sofrimento do poeta ao recordar a sua infância feliz e a impossibilidade de voltar a vivê-la.

5. O poeta, relativamente ao presente, sente uma grande dor, e sofrimento. Ainda mais quando relembra o passado, a sua infância. No final do poema apercebemo-nos do sofrimento que o presente e o passado provocam ao poeta. E dor do presente, com o sofrimento de não poder recuar no tempo, provocam um grande desespero ao sujeito poético.

II

Ricardo Reis, acredita que devemos gozar o presente (carpe diem), mas de forma moderada. Defende que não devemos sentir emoções extremas, pois estas podem-nos provocar grandes desilusões. Mas este controlo das emoções lança o poeta numa grande melancolia e tristeza, podemos constatar isso nos seus poemas.

Este autodomínio, devido à influência do Epicurismo e do Estoicismo, permite a aceitação da morte de uma forma calma e sem receio, e de levar uma vida de forma apática, sem emoções.

Ricardo Reis acredita ainda que tudo acontece por alguma razão, daí encarar a morte de forma tão calma. Acredita na ordem natural das coisas, na Natureza, e por isso defende que não devemos lutar contra ela.

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