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Grupo I
Que noite serena!
Que lindo luar!
Que linda barquinha
Bailando no mar!
Suave, todo o passado — o que foi aqui de Lisboa — me surge...
O terceiro andar das tias, o sossego de outrora,
Sossego de várias espécies,
A infância sem futuro pensado,
O ruído aparentemente contínuo da máquina de costura delas,
E tudo bom e a horas,
De um bem e de um a horas próprio, hoje morto.
Meu Deus, que fiz eu da vida?
Que noite serena, etc.
Quem é que cantava isso?
Isso estava lá.
Lembro-me mas esqueço.
E dói, dói, dói...
Por amor de Deus, parem com isso dentro da minha cabeça.
Depois de ler atentamente o poema responda, cuidadosamente, às questões que lhe são colocadas:
1. Neste poema, o sujeito poético evoca o passado. Refira os traços caracterizadores desse passado, justificando a sua resposta com exemplos do texto.
2. Os quatro primeiros versos são a citação de uma cantiga, retomada, parcialmente, no verso 13. Explique a sua função neste poema.
3. Explicite o sentido das expressões: “aqui”(v.5) e “lá”(v.15).
4. Comente o efeito expressivo da repetição: “E dói, dói, dói…”(v.17).
5. Analise os sentimentos do sujeito poético, relativamente ao presente.
Grupo II
“Ricardo Reis é considerado um homem lúcido e cauteloso, que tenta construir uma felicidade relativa; um misto de resignação e de moderado gozo que não compromete a sua liberdade interior.”
Fazendo apelo à sua leitura, comente e fundamente a afirmação apresentada num texto expositivo-argumentativo bem estruturado, de cem a duzentas palavras.
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